.: Um pouco sobre Mora
Geografia e Ambiente
O concelho de Mora ocupa uma área de 443,4 km 2 e abrange quatro freguesias: Brotas, Cabeção, Mora e Pavia.
A vila de Mora apresenta as seguintes coordenadas geográficas: longitude - 8° 10' O; latitude - 38° 56' N e 120 metros de altitude média. O concelho encontra-se limitado a norte pelo concelho de Avis, a sudeste por Arraiolos, a nordeste por Sousel, a noroeste por Ponte Sôr e a oeste por Coruche.
Os resultados dos Censos 2001 revelaram, para Mora, um total de 5787 habitantes e uma densidade populacional 13,1 de hab./km 2 . Em 1991, este concelho apresentava uma população de 6588 habitantes que se dividia em 3227 homens e 3361 mulheres, dos quais 1144 habitantes tinham menos de 15 anos, 3917 tinham idades compreendidas entre os 15 e os 65 anos e 1527 tinham mais de 65 anos.
Entre os anos de 1981 e 1991, registou-se uma taxa de crescimento da população, de 7,1%, contudo, em 1991, a taxa de mortalidade foi bastante elevada (12,8‰) e a taxa de natalidade inferior (8,5‰).
No que se refere ao emprego, este concelho apresenta uma taxa de população activa de 39,3%, verificando-se uma taxa de desemprego elevada, 9%.
Possui um clima de influência marcadamente mediterrânica, caracterizado por uma estação seca bem acentuada no Verão. A precipitação ronda os 500 mm entre os meses de Outubro e Março e os 170 mm no semestre mais seco, sendo bastante irregular.
A sua morfologia é relativamente plana e suave, sendo contudo, marcada por áreas de altitude superior à altitude média de 120 m , como o Cabeço de São Martinho ( 154 m ), Píncaros ( 148 m ), Castelhano ( 160 m ) e Botas ( 165 m ).
Como recursos hídricos, são de referir as ribeiras de Raia, de Divor e de Fanica.
Economia
No concelho predominam as actividades ligadas ao sector terciário, seguido pelo primário e, por último, pelo secundário.
No que se refere à agricultura, destacam-se os cultivos de cereais para grão, prados temporários e culturas forrageiras, culturas industriais, pousio, olival, prados e pastagens permanentes. A pecuária tem também alguma importância, nomeadamente na criação de bovinos, ovinos e suínos.
Quase 68% ( 1286 ha ) do seu território são cobertos de floresta, sendo as principais espécies arbóreas a oliveira, a azinheira e o sobreiro.
Segundo dados referentes a 1998,o concelho de Mora possui um centro de saúde, com internamento, três farmácias, três lares de idosos, quatro centros de dia e três serviços de apoio domiciliário (1997).
História
Estas terras foram doadas à Ordem de São Bento de Calatrava, em 1211. Posteriormente, em 1519, Mora recebeu foral por D. Manuel I.
No que se refere ao património histórico e monumental, destaca-se a anta-capela de Pavia, dedicada a S. Dinis, do século XVII, sendo um dos monumentos megalíticos portugueses transformados em local de culto cristão. Neste caso, a câmara foi adaptada a nave da capela. Destaca-se ainda a Igreja Matriz de Pavia, do século XVI, de estilo manuelino, e o Santuário de Nossa Senhora de Brotas, que, segundo reza a tradição, teria sido construído em sinal de gratidão pela sobrevivência de uma recém-nascida órfã de mãe. Fica localizado num recinto entre duas elevações e era rodeado de casas para romeiros. Destacam-se azulejos dos séculos XVI e XVIII. A devoção, que remonta ao século XVI, divulgou-se por todo o país no século XVII. De referir, como curiosidade, que a primeira igreja construída pelos Portugueses na Índia, no século XVI, foi dedicada a Nossa Senhora de Brotas, existindo no Brasil também uma diocese com o mesmo nome.
Para finalizar, será ainda de referir, a Torre das Águias, um solar rural, fortificado, de planta quadrada, e que está coroada de merlões recortados, do reinado de D. Manuel.
Cultura
São diversas as manifestações populares e culturais do concelho, sendo de destacar a Feira dos Passos, na segunda semana antes da Páscoa, a Feira anual de Pavia, realizada no primeiro fim-de-semana de Junho, a festa de Nossa Senhora das Brotas, que decorre no mês de Agosto, a feira anual (Mora), no segundo domingo de Setembro, a feira anual (Cabeção), realizada no primeiro fim-de-semana de Setembro, e a festa da Malarranha, que decorre no terceiro fim-de-semana de Agosto.
A nível de artesanato merecem destaque: os trabalhos de cestaria, de olaria utilitária, os tarros e os trabalhos em cortiça.
A gastronomia do concelho é baseada na cacholada e no ensopado de borrego. Na doçaria, destaque para o bolo-podre e o denominado bolo real.
Segundo dados referentes ao ano lectivo 1997-1998, existiam neste concelho duas creches/ jardins-de-infância, um ATL, seis escolas de Ensino Básico do 1.° Ciclo, três do Ensino Básico do 2.° Ciclo, duas de Ensino Básico do 3.° Ciclo e uma escola do Ensino Secundário público.
Como instalação cultural, destaca-se a Casa-Museu Manuel Ribeiro de Pavia, que foi inaugurada a 16 de Junho de 1984. É constituída por uma biblioteca com todo um conjunto de livros, revistas e outro material impresso, onde se regista a colaboração ou reprodução de trabalhos de M. Ribeiro de Pavia, um núcleo de documentação e um museu.
Como personalidade destaca-se o pintor Manuel Ribeiro Pavia, natural do concelho e considerado o pintor das gentes do Alentejo. Tem no centro da vila de Pavia, no Largo dos Combatentes, a sua casa-museu, que permitiu o conhecimento da sua obra, além de ser um testemunho importante sobre esta e o seu povo. O pintor encontra-se sepultado no cemitério da vila e a pedra da campa tem gravado um desenho seu, Planície, homenagem dos seus conterrâneos.
Atlas de Portugal
Porto Editora
Web site contents © Copyright BVMora 2006, All rights reserved.
Optimizado para uma resolução de 1024x768
|